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Tire suas Dúvidas
O CEPIA dispõe de uma central de atendimento via internet para suas dúvidas mais freqüentes nas questões relacionadas à infância e adolescência. Através da FAQ (frequently asked questions, ou perguntas mais freqüentes), você poderá pesquisar se sua dúvida já foi respondida ou, caso contrário, enviar sua pergunta para nós, clicando no figura no final da página.
| F.A.Q. - Perguntas mais freqüentes |
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Qual a diferença entre psicanálise e psicoterapia? |
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Resposta por
A psicoterapia advém da psicologia, em que a ênfase recai sobre a relação dual terapeuta-cliente. As psicoterapias trabalham sob um critério de cura normativa, adequando o indivíduo a uma demanda social. Nelas, portanto o incosciente é considerado cognoscível, isto é, conteúdos inconscientes podem tornar-se conscientes. O inconsciente é caracterizado como caos, escondido, obsceno. Há várias linhas de abordagem psicológica, com seus respectivos e grandes teóricos.
Por sua vez, na psicanálise fundada por Freud, que criou seu método ao escutar os histéricos, o acento não recai sobre a relação analista-analisante, mas no elemento terceiro, que é o advento da palavra. Nela, o inconsciente é incognoscível, determinativo e acrônico, podendo ser acessado somente através de suas formações: atos falhos, chistes, sonhos e sintomas.O critério de uma cura, ou melhor, de um tratamento, não é normativo, nem adaptativo. Existem várias vertentes psicanalíticas, entre as quais se destaca a de Jacques Lacan, psicanalista francês, que propõe um retorno à Freud e denuncia a deturpação conceitual que a tradução inglesa opera na obra freudiana. Lacan utilizou-se da linguística e de outras disciplinas como a antropologia e a matemática para teorizar o aforismo "o inconsciente é estruturado como uma linguagem". |
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O que é preciso para ocupar o lugar do analista? |
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Resposta por
Para ocupação do lugar do analista é condição sine qua non que o sujeito faça sua análise pessoal, como forma de não produzir um ponto cego, lembrando que o tornar-se analista é um trabalho infinito, a ser retomado a cada analisante. O "fim" dessa análise não se caracteriza por uma resolução total dos problemas do sujeito, como se ele pudesse ficar isento de tê-los, mas que possa dar respostas criativas sem querer livrar-se dos seus Sintomas.. |
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A vida pessoal do analista entra no processo da análise? |
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Resposta por
Os acontecimentos pessoais do analista não estão em questão, quando ele ocupa o lugar de analista; é preciso que aja um apagamento, um des-ser, segundo Lacan, do sujeito. |
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A neurose pode ser totalmente resolvida? |
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Resposta por
Num análise não se trata de resolução de uma neurose, já que é uma estrutura que determina o sujeito. As outras estruturas são: psicose e perversão. |
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Psicanalista de crianças e adolescentes também pode atender adultos? |
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Resposta por
Sim, pode. Não há qualquer impedimento motivado por faixa etária. Em todos os casos, seja no atendimento de criança, de adolescente ou de adultos, o analista pretende uma escuta que leve em conta o desejo inconsciente. É o sujeito do inconsciente que determina a variedade de comportamentos, atos, sintomas e sofrimentos dos indivíduos de quaisquer faixas etárias. Isso não impede, porém, que o analista adquira um savoir-faire especial no atendimento de crianças, naquilo que esse atendimento imponha modificações na técnica tradicional e nas instalações do seu consultório, a ser adaptado para jogos e brincadeiras características da infância.Além do fato óbvio - mas nem sempre admitido - de que, para atender crianças, é preciso gostar de crianças. |
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Um mesmo analista pode atender várias pessoas da mesma família? Pode atender o pai, ou a mãe, juntamente com a criança? |
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Resposta por
Sim, pode, uma vez que o decisivo é o sujeito do inconsciente e não as relações de parentesco. |
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Qual a diferença de 'sintoma' para psicanálise e para medicina? |
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Resposta por
O sintoma em medicina é diferente do sintoma em psicanálise: dependendo de que ótica o sujeito interpreta esse sintoma, ele vai procurar um médico ou psicanalista. Para medicina, o sintoma está ligado a doença, e para a psicanálise ela é a verdade do sujeito, enquanto algo de que o sujeito se queixa... de que ele não é, mas que é; podemos exemplificar com a conversão histérica, em que não se tem como comprovar a causa do sintoma histérico, nem por uma autópsia. O sintoma pela medicina é da ordem do olhar enquanto na psicanálise é da ordem da escuta. |


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